Conflitos…

Só temos um sol, mas ás vezes parece que vivemos em mundos tão diferentes…

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Sueca ao Domingo….

Já lá vão uns anitos em que estes jovens viam os velhos jogar á sueca, e calados aprendiam, hoje eles já estão um pouco mais velhos, e aos domingos, dia sagrado no café lá da aldeia, onde se encontram, e falam sobre a semana, sobre as colheitas, o “vivo” entre outras coisas…. e é então que o Sr. Feijão se vira e diz: ó Mário entras comigo?…..
…. e então, em estando os primeiros quatro lá começam, por vezes ouvem-se as norsas baterem com violência junto com a carta na mesa, quando certo que esta vaza é deles…. e vão chegando outros que se juntam em torno. Ao fim de cada jogo, lá vem a discussão…. foi bem jogado! Eu fazia assim….então não viste que já tinha saído, estava seca! entre outras coisas.
Já acompanhei algumas vezes estas “tertúlias” e acho engraçado porque este, é um pouco daquele Portugal de outros tempos, que resiste em não querer desaparecer….

um velho amigo de trabalho….

“Em Portugal, os burros tiveram sempre um papel fundamental nas actividades rurais, quer pela sua força e capacidade de trabalho, como pela sua facilidade de adaptação e resistência a condições de subsistência bastante difíceis. Há alguns anos, era considerado o meio de transporte por excelência, com capacidade de transportar grandes cargas por caminhos tortuosos. No entanto, nos nossos dias, com o avançar da mecanização agrícola e o abandono das práticas tradicionais, o burro tem sido votado ao abandono e colocado numa posição secundária no mundo rural, sendo mesmo por vezes abandonado e mal tratado.

A situação foi um pouco diferente em Miranda. O apego da sua população aos seus fiéis e incansáveis companheiros de viagem e de trabalho, levou à preservação de um pequeno grupo diferenciado de exemplares de gado asinino, com características próprias e distintas de outras raças. Estes animais distinguem-se pela estatura elevada (mais que 1,20m), a pelagem castanha escura, abundante e comprida, que adquire a cor branca no focinho e contorno dos olhos, orelhas grandes, largas na base e arredondadas na ponta, peito largo, cabeça volumosa, lábios grossos e pelo seu comportamento dócil.”

A vila de Mação…….

Às vezes penso que gostaria de ser um nómada e vaguear de terra em terra, conhecer novas gentes, novas paisagens, mas a vida nem sempre pode ser o que desejamos.
Já lá vão cerca de 10 anos que vim para Mação, por cá já aprendi muito e convivi outro tanto, gosto desta gente e por aqui já fiz muito amigo.

Aqui estão algumas das minhas primeiras telas a óleo que ilustrão um pouco do mação, algumas a fugir um pouco da realidade, como esta em cima da rua da videira, onde resolvi colocar uma laranjeira e uma carroça á direita, no alto a Igreja Matriz entre outros mais abaixo, no fundo represento a feira dos santos com as suas gentes…..




Talvez um dia rume para outra terra, onde desenvolverei outros gostos, onde viverei da mesma forma, sempre em busca de algo, precorrendo esta mesma minha vida……..

Gady

Escaroupim…(Salvaterra de Magos)

“A aldeia piscatória de escaroupim é uma pequena povoação que conserva a cultura e as tradições dos avieiros, grupo de pescadores que o escritor Alves Redol definiu como “nómadas do rio”, sendo também uma das mais interessantes migrações a que Portugal assistiu. Os avieiros vinham durante os meses de Inverno de Vieira de Leiria para o Tejo em busca do sável, regressando nos meses de Verão à terra natal para pescar no mar. A partir da década de 40, foram construindo habitações nesta pequena aldeia do concelho de Salvaterra de Magos e muitos acabaram por fixar residência no Ribatejo; actualmente, além do Escaroupim, subsistem mais duas aldeias: a Palhota, no Cartaxo, e as Caneiras, em Santarém.”

Nestas duas telas tentei captar a mesma vista do cais onde descançam estas bonitas barcaças…..

O mesmo local, alturas e tempos diferentes, uma tela de 2007 a outra já de 2009….

……….uma paisagem de iverno

…………a outra de verão….